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4 Passos Para Transformar Influências Negativas em Positivas!

Influência de Mídia Social

Parece IMPOSSÍVEL? Mas não é!

De forma simples e direta, vamos ver como se pode ajudar os filhos a reverterem o quadro das influências negativas, transformando-as em influências absolutamente positivas.

Estejam nos Estados Unidos, Brasil, ou qualquer outro lugar do mundo, nós pais sempre nos preocuparemos com o tipo de informação que está chegando até eles, e que tipo de reflexo pode haver.

Morando em um país diferente do que fomos criados, é claro que temos uma carga à mais, pois podemos não estar acostumados com alguns (ou muitos) dos fatores culturais do local onde passamos a viver e que poderão afetar de alguma forma os nossos filhos.

E por isso mesmo, a observação será uma ferramenta essencial neste processo!

Aqui vai o passo-a-passo:

1o PASSO:
Quais são os sinais que seu filho está lhe dando?


Pense com calma e anote num papel à parte (escrever, muitas vezes ajuda a organizar melhor as ideias) :

  1. Algum comportamento mudou nos últimos tempos? Qual?
    Exemplos são:
    * Passar a não querer frequentar algum lugar.
    * Passar a ir muito a determinado lugar.
    * Piora nas notas do colégio.
    * Problemas de relacionamento em casa e/ou em outros locais.
    * Agressividade.
    * Isolamento.
    * Palavreado diferente.
    * Falta de respeito.
    * Questionamento frequente à autoridade dos pais.Note que como são apenas SINAIS, eles podem ser nada além disso. Se um filho adolescente passa a querer chegar mais cedo no colégio todos os dias, pode ser simplesmente para ver a nova paquera…O SINAL é apenas o início da observação.
  2. Desde quando tem percebido este SINAL?
  3. Houve algum fato novo próximo a esta data?
  4. Pode-se afirmar que este fato foi a causa?

Para facilitar, vamos tomar como base o caso do Jacob. Os pais começaram a perceber que ele estava se isolando sempre que havia uma oportunidade. Não queria jantar com o resto da família, passava todo o tempo que estava em casa, dentro do quarto assistindo videos.

Analisando um pouco mais a fundo o que havia acontecido, pai e mãe souberam que a Netflix havia acabado de lançar uma nova temporada de Prison Break. O filho como fã da série estava apenas querendo assistir cada novo episódio e acompanhar na internet todas as novidades à respeito.

No final não era nada sério, e após uma conversa sobre a importância de dosar esses seriados e equilibrar com o convívio familiar, tudo voltou à normalidade.

Mas há situações mais complicadas.

Um outro adolescente, Mathew (nome fictício) se envolveu com drogas. O rendimento escolar despencou, o relacionamento com pais e irmãos ficou péssimo, e sua atitude ficou cada vez mais agressiva e desafiadora.

Esse rapaz acabou cometendo suicídio, com uma arma, dentro da própria casa em que morava com sua família.

Sem tentar analisar este caso específico, mas falando de forma geral, quando os pais percebem SINAIS que merecem ser aprofundados, eles devem seguir para o…

2o PASSO:
Identificar potenciais influências negativas


Deixe um pouco a correria do dia-a-dia de lado e observe seu filho.

O que pode estar tendo um impacto negativo sobre ele?

Alguns exemplos para ajudar na sua reflexão:

  • Novos amigos no colégio
  • Clubes pós-aula que acontecem na própria escola
  • Aulas extra-curriculares como: esportes, desenho, teatro, música entre outras
  • Amigos no próprio condomínio
  • Programas de TV
  • Games na Internet
  • Canais de YouTube
  • Seriados de Netflix, Prime Vídeo, Hulu etc
    Aqui repercutiu muito fortemente o seriado Th1rteen R3asons Why (lê-se: 13 reasons why) da Netflix.
    É a respeito de uma jovem que tira a própria vida e deixa 13 gravações. Cada uma é direcionada para uma pessoa do seu colégio que ela diz ter tido peso na sua decisão.
    A série ficou muito popular entre os alunos, e como até maio/17 o número de suicídios da região já tinha atingido 7 (na faixa etária de 10 a 17 anos), o Departamento de Educação daqui resolveu entrar em contato com todos os pais, via email, procurando melhor orientar e dar recursos para tratar o assunto com seus filhos.

Então, identificou as influências? O que se pode fazer agora?

3o PASSO:
Aprofunde sua relação com seu filho

 

Pai e Filho

( As ações a seguir devem, em minha opinião, ser tomadas sempre, independente de estar havendo ou não um problema com seu filho.)

* Antes de qualquer outra coisa, busque mais informações sobre esta POTENCIAL INFLUÊNCIA NEGATIVA.

Voltando ao exemplo anterior, se for um Seriado, pesquise na internet à respeito, sem se ater aos comentários da produção ou do canal de distribuição, pois eles sempre terão, é claro, uma opinião positiva sobre o programa deles.

Assista à alguns capítulos, procure conversar com outros pais, veja se eles já ouviram falar, e o que acham.

Com tudo isso, você poderá FORMAR O SEU PRÓPRIO JUÍZO e estará preparado para ter uma…

* Conversa aberta e franca com seu filho. 

Minha sugestão é que você o deixe falar primeiro. Entenda o que passa na sua cabeça, o que o atrai naquilo. E só depois fale, argumente e mostre o seu lado, suas preocupações.

Procure fazê-lo enxergar as consequências negativas que vocês têm percebido e como isto pode atrapalhar a vida dele no médio ou longo prazo.

DICA: Tenha sempre em mente o seu objetivo naquela conversa: ajudar seu filho a abandonar qualquer má influência que possa prejudicá-lo. Seu objetivo NÃO é provar que você sabe mais, ou que tem mais experiência que ele. Ter isto em mente pode ajudá-lo a evitar atritos desnecessários e um desastrozo fim para este diálogo.

Além disso, lembre-se que estas conversas honestas e relaxadas devem acontecer com frequência. Nunca deixe se tornarem um fato isolado!

* Apoio incondicional.

Tenha certeza que seu filho tem claro na sua cabeça e coração que, aconteça o que acontecer, ele sempre poderá contar com o apoio dos pais. A garantia de que o amor é maior do que tudo o que possa ocorrer, deverá dar a ele a segurança necessária para ele se abrir com você.

* Faça uso dos profissionais que estão à sua disposição, na escola.

Aqui nos Estados Unidos, cada aluno tem um Counselor (conselheiro), que acompanha o andamento acadêmico e social. Além deles, todo estudante estrangeiro que ainda não é fluente no inglês, tem o acompanhamento de um professor de ESOL (English for Speakers of Other Languages).

Sugiro que seja próximo destes profissionais, entre em contato, não espere que eles venham lhe dizer como está o rendimento e o comportamento do seu filho. De modo geral, pela minha experiência, eles têm muito prazer em ajudar e orientar no que for preciso.

* Se o ponto chave tiver sido identificado como um novo amigo, procure conhecê-lo.

Encontrar com os seus pais também pode ajudar muito a entender o que está acontecendo.

Se o filho for mais novo, pode-se marcar um cinema, um play date em que o pai/mãe vai deixar e você aproveita para conversar.

Se for adolescente, que tal chamar o amigo e a família para um churrasco ou algo parecido?

Uma vez que fique claro qual a dinâmica na casa do amigo, você poderá encontrar boas pistas de como mostrar para o seu filho como na sua família, determinadas atitudes não podem acontecer.

* Ocupe-o com atividades extras, que sejam de alguma forma construtivas.

Quanto menos tempo ele tiver livre para pensar em bobagem, melhor, já diziam os mais antigos.

Aqui nos EUA temos a vantagem de que é muito comum todos colaborarem com as atividades de casa. Então, algumas tarefas que podem ser repassadas para os filhos são:

  • Cortar a grama,
  • Recolher o lixo,
  • Dobrar as roupas secas,
  • Aspirar o carpete,
  • Colocar e tirar a louça da máquina,
  • Recolher as folhas no outono
  • Limpar as calhas
  • Limpar a geladeira e o fogão

Você deve definir, de acordo com a sua linha de educação, se deve ou não, remunerá-lo pelos serviços.

Dentro deste mesmo critério, você pode decidir ou não por:

* Adquirir apps de controle.

Alguns pais adotam aplicativos para controlar e/ou restringir os acessos de seu filho a determinados sites, com os quais você não concorde com o conteúdo.

 

Todas estas ações, se tomadas de forma equilibrada e bem pensada, deverão ter como resultado um relacionamento mais próximo entre pais e filho, uma maior consciência sobre o que ele pensa, sente e necessita, com quem tem se relacionado e como tem gastado seu tempo.

Agora, para concluir, vamos ao…

4o PASSO:
Transforme potenciais negativos em positivos


No 2o Passo você identificou potenciais influências negativas. O objetivo aqui é reverter o seu efeito.

Vamos dizer que você chegou à conclusão que o YouTube tem trazido más consequências para seu filho.

Em vez de proibí-lo de acessar esta ferramenta por completo, ou tentar convencê-lo de que ela é coisa de quem não tem o que fazer, você pode buscar canais e conteúdos que sejam boas influências e atraiam a atenção do seu filho.

Para isso, as conversas mais aprofundadas que vocês passaram a ter (3o Passo) vão ajudá-lo a conhecer melhor os seu atuais interesses. Busque canais relacionados a JUDÔ, MÚSICA, CARROS TURBINADOS, ou qualquer que seja o seu assunto preferido.

Lembre-se de investigar antes o canal, assisti-lo algumas vezes, ler comentários à respeito e, só então, sugerir o acesso ao seu filho.

Se ele não gostar, não desista na primeira tentativa. Abra a mente, pense fora da caixa, analise O QUE naquele determinado programa atrai a atenção dele. E busque este atrativo em um canal que tenha um conteúdo e/ou formato que estejam de acordo com seus valores.

As resultados vão impressionar!

Antes de concluir, só que deixar registrado que não sou psicóloga nem tenho qualquer formação nesta área. Tudo o que estou transmitindo neste post é baseado em minhas próprias experiências, observações e pesquisas individuais.

Antes de seguir estes passos, analise se eles se adequam a sua realidade familiar e às particularidades de seu filho.

 

Fico por aqui, desejando muita paz, harmonia e união para a sua família.

Pode ficar à vontade para dividir suas experiências na linhas de Comentários, abaixo.

Será um prazer continuar este papo com você!

All the best!

 

Eliane Lima

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