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Com que idade podemos deixar filhos em casa sozinhos?

Menina pequena sozinha

No Brasil ou nos Estados Unidos, com grande frequência os pais se vêem na necessidade de deixar filhos em casa para ir trabalhar. São os tempos modernos, alguns vão dizer, homem e mulher trabalhando fora de casa para o sustento da família.

De fato, em muitos casos, é necessário que os dois cônjuges gerem receita para as despesas familiares, sem contar com poupança para a aposentadoria, independência financeira, e uma reserva para emergências.

Além da necessidade financeira, há também a realização individual de cada um, que muitas vezes está ligada a se sentir produtivo(a) no campo profissional, deixar sua marca, construir um legado.

Se você se encaixa em uma das situações acima, e tem filho(s), é certo que já se deparou com a grande dúvida de como resolver a questão: ir trabalhar fora e deixar o filho com babás ou em creches (o que aqui nos Estados Unidos pode sair bem caro) ou fazer uma ginástica financeira, apertando daqui, cortando dali, para que só a receita do marido ou da esposa seja suficiente para cobrir todas as necessidades. Claro que, neste caso, é provável que tenha-se que colocar alguns sonhos de lado (mais na frente vou contar como eu resolvi esta questão!).

Mas vamos dizer que você realmente opte por deixar os filhos em casa.

E o que a legislação diz à respeito?

…no Brasil:


Fiquei surpresa ao descobrir que por lá, e por lei, só se pode deixar uma criança sozinha à partir de 16 anos de idade. Verdade!

É o que diz o Artigo. 133 do Código Penal, apesar de não ser o que vemos no dia-a-dia.

Noticia G1 - deixar crianca sozinha

O advogado Ricardo de Moraes Cabezón, à época Presidente da Comissão de Direitos da Criança e Adolescente da OAB, explicou em relação à idade:

Noticia G1 - Idade para deixar filho sozinho

…nos Estados Unidos:


Por aqui este tipo de questão é tratada individualmente por cada estado, não há uma lei única. No entanto, o National Safe Kids, uma organização sem fins lucrativos, que procura aumentar a segurança das crianças, reduzindo acidentes e mortes, recomenda que a idade mínima seja de 12 anos de idade.

Mas a verdade é que cada estado estabelece as suas próprias diretrizes. Alguns têm legislação própria e bem definida, outros fazem apenas recomendações, outros ainda não tocam no assunto.

Na Georgia, por exemplo, a idade indicada é de 8 anos (mas não é lei). Em Washington e Tennessee, a recomendação é de que a criança tenha, no mínimo, 10 anos. Em Illinois, é lei! O mínimo é de 14 anos. O estado do Alaska não toca no assunto…

Se você mora nos Estados Unidos e precisa desta informação, indico que você faça uma busca no Google:

“Minimum Age of Home Alone Child + <estado desejado>”

Como exemplo, fiz a busca “Minimum Age of Home Alone Child + Illinois” e este foi o resultado:

Busca no Google - idade minima para deixar crianca sozinha

Simples assim!

Você provavelmente encontrará diversos resultados para sua consulta. No meu exemplo acima resultaram 14.800 páginas.

Agora atenção, mesmo em um estado em que não haja legislação alguma, nem recomendação nesta matéria, se a criança sofrer algum acidente enquanto estiver sozinha em casa, pode ter certeza de que os pais/responsáveis serão chamados a prestar esclarecimentos. Em casos mais sérios, em que há acidente com morte da criança, pode ocorrer a prisão do pai / mãe responsável.

O assunto é mesmo sério.

E não é só uma questão de seguir a lei e evitar perigos de acidentes.

Já pensou no que sua criança vai ficar fazendo na ausência de adultos em casa? Ver TV, jogar videogame, assistir videos no YouTube…

Que tipo de influência ele/ela vai receber?

Estava lendo outro dia sobre um casal da Pensilvânia que, querendo criar desde cedo um espírito de independência nas filhas de 9 e 11 anos, deixava-as em casa sozinhas por alguns momentos durante o dia. A solução que encontraram foi colocá-las no quarto do casal com o cachorro, e a TV ligada.

Crianca assistindo TVO que eu não entendo é como uma TV pode trazer alguma tranquilidade para os pais, dando a sensação de que os filhos estão bem. Fisicamente, sim. Mas dependendo do conteúdo do que está sendo transmitido, num momento em que a criança ainda não está preparada, o reflexo na parte emocional pode ser grande. Inseguranças, agressividade “sem explicação”, podem acontecer como consequência.

Minha filha teve a oportunidade de presenciar um julgamento de algumas crianças aqui nos Estados Unidos. Isto mesmo, julgamento de crianças. Como você já pode ter ouvido falar, aqui, dependendo do delito, eles podem ser julgados como adultos.

Ela voltou chocada com um menino de 11 anos que havia agredido um outro, à faca. A mãe disse não saber como isso tinha acontecido, pois ele sempre havia sido um bom filho, bem comportado e sem problemas de relacionamento com outros garotos.

Durante a sessão, o juiz experiente, acostumado com este tipo de situação, foi fazendo questionamentos e esclarecendo o que havia culminado na agressão. A mãe saía para trabalhar todo dia, e deixava o filho sozinho, com instruções expressas do que fazer ao chegar do colégio: estudo e tarefas. Apenas após o término, é que poderia jogar alguns games.

Acontece que estes games, via internet, colocaram o menino em contato com todo o tipo de gente, inclusive gangues de pré-adolescentes. Uma coisa leva à outra, e ele acabou entrando para um destes grupos violentos, que usam a força para se afirmar e conseguir o que querem.

A mãe, nesta altura com uma expressão de total surpresa, não conseguia acreditar como aquilo pudesse ter acontecido, afinal ela havia feito “tudo certo”: explicou o que deveria ser feito, definiu regras e limites. Infelizmente, ela não foi capaz de ver os sinais de que algo estava acontecendo com o filho, que seus interesses e foco haviam mudado. Não por sua culpa, ela não estava por perto.

… Como eu resolvi:


Desde o começo, eu e meu marido tínhamos combinado que eu ficaria em casa, pelo menos durante o primeiro ano da nossa nova vida nos Estados Unidos.

Assim, eu estaria em casa para ver como as crianças chegariam do colégio, e poderia orientar ou interceder rapidamente no caso de algum problema. No início, por melhor que seja a adaptação deles, sempre há muitas novidades, algumas inseguranças, e eventualmente alguma falha de comunicação (2 dos meus 3 filhos ainda não dominavam o inglês quando chegamos por aqui).

Estar em casa fez toda a diferença!

“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.”

– Seneca

Num dos primeiros dias do ano letivo, acho que foi no segundo dia, minha filha não queria de jeito algum ir pra escola. Tentei todas as argumentações que me vieram à cabeça, fiz papel de “bad cop”, “good cop”… foram muitas tentativas e nenhuma dava certo. E o tempo passando… Depois de aproximadamente 1 hora, a primeira aula já acontecendo, finalmente consegui fazê-la entrar no carro. No colégio foi outra novela para descer e ficar (em alguma outro momento conto esta história em mais detalhes). O fato é que se eu tivesse um trabalho fora, chegaria muuuito atrasada, e não seria nada bom.

Ter esta flexibilidade foi, e ainda é muito importante!

O que começou como uma decisão temporária, focada nos filhos e seu bem-estar, se tornou algo definitivo quando descobri que poderia unir os 2 mundos!

Poderia trabalhar de casa, gerar receita e dar todo o apoio e suporte que meus filhos precisavam, estando junto deles quando chegavam da aula.

Descobri que poderia trabalhar com Desenvolvimento de Negócios na Internet, e Affiliate Marketing. Não precisava de conhecimento prévio, bastando ter um computador, acesso à internet, e tempo para aprender. Mas o que me convenceu mesmo foi o fato de não ter que pagar nada para fazer o treinamento.

Comecei e fiquei encantada! Se você estiver passando por uma situação semelhante à minha, estando no Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar do mundo, indico de olhos fechados, esta minha nova carreira. Dá uma olhada neste post que escrevi com mais detalhes.

Mas, independente do rumo que você decida tomar em relação a idade em que você vai começar a deixar os filhos sozinhos em casa, sugiro que pense sempre nos prós e contras, e nas consequências à médio e longo prazo. O que às vezes parece melhor, por ser mais simples, nem sempre terá os melhores efeitos no futuro.

Eles sempre em primeiro lugar, certo?! 😉

Se você está passando por algo parecido, ou tem algum comentário que possa ajudar outros nesta mesma situação, entre na conversa, faça um comentário aqui. Será um prazer saber um pouco sobre você e como posso ajudá-la(o).

Abraços!

Eliane

Eliane Lima

4 Comments

  1. Eliane, é incrível como a forma como você consegue, de forma leve e agradável, desenvolver o assunto. A gente começa a ler e não quer parar mais. Parabéns pela leveza e simplicidade do seus post. E sem falar que o conteúdo é sempre muito útil e esclarece dor.

    • Obrigada! Fico feliz que tenha gostado.
      E por favor, fique à vontade para sugerir novos assuntos, fazer perguntas, provocar novos enfoques.

  2. Hi Eliane
    Thanks for writing this article, I could read it because I’m lucky to be Mexican so I speak Spanish and it helped me.
    Quite interesting article, as you said, children are important and I’m glad you found the way to work from home and take care of your family!
    Wish you the best luck and I’m sure your website will have lots of success.
    Alejandra.

    • Hi, Alejandra!

      It’s great that you could read my article in Portuguese based on your Spanish knowledge. Whoever doesn’t have the same skill as you, can use the Google Translate Feature I included right on top of the post. I’ve had quite a lot of English speakers using this on my website, and the feedback is great! They said they could really understand the content.

      Of course, that made me super happy. The more people reading my posts, the best, right? 😉

      Now, back to my working from home and being able to take care of my family… At first, I thought I was a lucky person to be able to have this kind of arrangement. But then, I realized that many more people would be able to do the same. The problem is that most of them don’t even know about this possibility!

      Internet Marketing and Affiliate Programs are still not so popular (at least not among Brazilians). And that made me want to spread the word.
      I’ll love the day when I see hundreds of stay-at-home moms joining programs like Wealthy Affiliate (the best one in my opinion), and developing successful online businesses while taking care of their own families.

      Thanks for stopping by.
      All the best!
      Eliane

      EM PORTUGUÊS:
      Olá, Alejandra!

      Que ótimo ver que você conseguiu ler meu artigo em português, baseada nos seus conhecimentos de espanhol. Quem não tiver o mesmo conhecimento que você, pode usar a recurso do Google Tradutor que eu inclui no topo do post. Várias pessoas que falam inglês já usaram esta ferramenta aqui no site e o resultado foi muito bom. Elas disseram que puderam realmente entender o conteúdo.

      Claro que isto me fez ficar muito feliz! Quanto mais gente lendo meus posts, melhor, certo? 😉

      Agora, de volta ao assunto de trabalhar de casa enquanto cuido da minha família… No iníio, pensei que eu fosse uma pessoa muito sortuda por ter este tipo de esquema de trabalho. Mas depois, percebi que muitas outras pessoas puderiam fazer o mesmo. O problema é que a maioria nem mesmo sabe que existe esta possibilidade!

      Internet Marketing e Programas de afiliados são dois conceitos ainda não muito populares (pelo menos entre os brasileiros). E isto fez com que eu tivesse a vontade de divulgar a ideia.

      Vou amar o dia em que centenas de mães que ficam em casa entrem em programas como o Wealthy Affiliate (o melhor na minha opinião), e desenvolvam negócios online de sucesso, enquanto cuidam de suas famílias.

      Obriga por passar por aqui.
      Tudo de bom!
      Eliane

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