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Onde estava com a cabeça ao decidir mudar para os EUA?

USA

Sabe aquele momento em que você pára, olha tudo o que deixou para trás e se pergunta se tomou a decisão correta? “Onde eu estava com a cabeça?”. Esta pura e genuína sensação de insegurança, é mais comum do que se possa imaginar. Felizmente, conosco foi diferente!

Ao decidir mudar para os EUA, assim como a maioria, deixamos muito para trás: familiares, amigos, bens materiais, uma empresa rodando, sol e praia o ano inteiro, além da certeza e conforto de tudo o que já era tão agradavelmente “conhecido”. Mas só fizemos isto, após refletir com calma, e avaliar cada aspecto envolvido.

Como para nós, deu muito certo, resolvi escrever sobre como foi este nosso processo de decisão.

Espero assim poder ajudar alguém que esteja em dúvida sobre se deve ou não sair do Brasil, neste momento.

 

#1 – Estamos Fugindo do Brasil ou Indo pros EUA?


Não, esta pergunta não tem relação com Lava Jato ou qualquer operação Federal… 🙂

A indagação que nos fizemos foi em relação à nossa real motivação: estávamos querendo nos livrar dos problemas de qualquer forma e a qualquer preço ou, de fato, buscando os aspectos positivos do novo país?

O problema de simplesmente fugir é que, invariavelmente, haverá aspectos negativos no destino, e mais dia, menos dia, você vai acabar se incomodando com eles também. Em algum tempo poderá começar a desejar voltar para sua Terra Natal, pensando: “pelo menos lá, estava perto dos meus pais”, ou “pelo menos lá, tem sol, praia e caranguejo”…

Agora, se o foco estiver no que se tem a ganhar com a mudança, os problemas que aparecerem serão muito mais facilmente resolvidos. Sua mente sempre vai funcionar para criar soluções, superar os obstáculos e aproveitar os benefícios.

 

Um percurso de 35-40 minutos de casa para o trabalho, comparado com 7 minutos no Brasil, em princípio, deu a impressão de que seria um sacrifício diário necessário… Mas em vez de ficar reclamando, meu marido descobriu rotas alternativas com mais verde da natureza, deixando o caminho mais leve e agradável. Depois começou a frequentar uma academia localizada no meio do caminho. Isto não só dividiu o tempo do percurso em 2, como ajudou a driblar o tráfego mais pesado.

 

#2 – O bolso vai ser afetado?


Quem tem uma oferta de emprego para ganhar mais ou o mesmo, não tem nem o que pensar. Basta lembrar que o custo de vida no Brasil é altíssimo, além de tudo muito caro, e impostos astronômicos, ainda temos que pagar por serviços que o governo deveria proporcionar: segurança, saúde, educação. Portanto, se a receita será maior ou igual, com um custo menor, o saldo final na sua conta será maior!

Se for este o seu caso, ou se você tiver dinheiro sobrando, sugiro até que pule para o #3! 🙂

Dolares

Sempre ouvimos pessoas dizerem que têm o sonho de morar fora, mas não teriam como se sustentar, mantendo o padrão que têm no Brasil e, por isso, não viriam.

Não estou nem falando de médicos, advogados e dentistas, que não podem exercer suas profissões aqui, sem antes passarem por cursos e testes específicos em suas áreas. Dizem que são processos dificílimos, onerosos e muito demorados.

Para eles realmente é uma decisão mais difícil ainda.

Nos outros casos (onde nos encaixamos), é natural que haja um período em que sacrifícios sejam necessários. Mas o que observamos é que aqui, mesmo na crise, há mais estrutura e oportunidades que no Brasil. A economia gira de tal forma que, se houver disposição para o trabalho, e se o foco estiver nos benefícios (#1 acima), você encontrará um jeito de sustentar sua família.

Por falar em sacrifícios…

 

#3 – Afazeres Domésticos


Esqueça aquela mordomia que é ter um arsenal de funcionários em casa: empregada, babá, folguista, faxineira etc etc. Por aqui, ao mesmo tempo que bens materiais são de modo geral mais baratos, os serviços são bem mais caros.

De novo, se você tem muitos muitos dólares sobrando, pode pular para o #4. Caso contrário, continue lendo aqui…

O que para mim, à princípio, era um pouco assustador, acabou se tornando uma maravilhosa descoberta! Eu nunca soube cozinhar, nunca me interessei, e como nunca houve a necessidade, acabei não desenvolvendo este meu lado. Chegando aqui, não houve muita saída. Tive que me virar e até gosto…

Antes que meus filhos entrem aqui no site para comentar, vou deixar claro: continuo sem ser exímia cozinheira. Mas pelo menos, o básico eu consigo resolver. Não estou falando de comida de microondas, não… São comidinhas saudáveis como tilápia grelhada, saladinha, aspargos (quem já veio nos visitar deve estar reconhecendo o cardápio!) Ninguém passa fome.

E viva as soluções práticas da América!

Além disso, tem que fazer faxina, lavar e secar roupas, aspirar a casa, cuidar do jardim (dependendo de onde você mora, este item pode ficar por conta do condomínio ou do locador). São muitas coisas, sem dúvida, mas tudo mais prático que no Brasil.

As roupas, por exemplo, são uma questão de tirar da máquina de lavar e colocar na de secar. Logo que acaba, nós já dobramos ou colocamos nos cabides. Fazendo assim, a grande maioria não precisa nem passar. Lógico que camisas de botão e blusas mais finas, por exemplo, precisam. Mas aí há soluções como vaporizadores de roupas que funcionam bem.

Para nós, este aumento de tarefas de casa foi uma oportunidade para explorar mais, com nossos filhos, a noção de trabalho em equipe, de senso de comunidade, que aqui é tão bem ensinado desde pequenininhos.

“Se cada um ajudar, não fica pesado para ninguém.”

Aqui vão umas “ferramentas” que usamos e ajudam muito a manter a ordem:

a) Todo mês deixo fixado no espelho do banheiro das crianças uma programação indicando as tarefas a serem feitas, quem vai fazê-las e quando.
Quando a tarefa é realizada, eles marcam com um lápis no próprio papel. Eu e meu marido só fazemos a supervisão.

b) Criamos um grupo no Whatsapp chamado “Quadro de Avisos” que só é usado para informações relativas a essas tarefas de casa (para os outros assuntos temos o nosso grupo de família). Então se, por exemplo, acabei de secar  e dobrar as roupas, já coloco uma aviso no “Quadro” pedindo que vão à lavanderia para pegar suas roupas e organizarem nos seus closets.

c) Outro grupo de Whatsapp que criamos é o “Supermercado”. Já usei vários aplicativos para agilizar a organização da lista de supermercado, mas esta me pareceu a solução mais simples e eficiente.
Assim que alguém percebe que está precisando comprar um item, já coloca neste grupo. O importante é, para não ficar tudo “picado”, copiar a lista que já está em andamento, colar numa nova mensagem, e acrescentar o novo produto. Rapidinho! Desta forma, quando um de nós vai às compras, não é preciso ficar perguntando a cada um dos filhos.

 

#4 – Segurança


Não é segredo para ninguém que a violência no Brasil atingiu níveis insuportáveis. Lembro que não podíamos ir andando à padaria ( 2 quarteirões de distância do nosso condomínio) porque eram grandes as chances de que voltaríamos para casa sem pão, dinheiro, celular e quem sabe mais o quê?…

Se você já ouviu falar da Pirâmide de Maslow, está familiarizado com o conceito de que as necessidades do ser humano obedecem uma hierarquia e devem ser satisfeitas do nível mais baixo ao mais alto. A SEGURANÇA (do corpo, da propriedade, da família…) está lá embaixo, quase na base da pirâmide, só acima das necessidades fisiológicas (comida, bebida, respiração, sono…)

As necessidades SOCIAIS (família, amigos), por exemplo, ficam mais acima. Isto explica porque tanta gente sai do país, fugindo da insegurança, muitas vezes deixando para trás esposa(o) e filhos. Vêm abrir caminho, buscando a segurança, abrindo mão do convívio com aqueles que mais amam. Depois levam o resto da família. Não é assim?

Bom, este foi só um parêntesis. Se quiser se aprofundar no assunto, basta buscar no Google:

“Piramide de Maslow” ou “Maslow’s hierarchy of needs “

Para nós este fator teve muito peso na decisão de mudança. Queríamos mostrar para nossos filhos que sim, é possível viver num lugar em que as casas não precisam ter cercas elétricas ou segurança armada (não precisam nem de muros!), e que as pessoas podem ficar conversando na calçada sem o receio de ser abordado por bandidos em bicicletas ou motos.

É claro que por aqui também há casos de violência, mas não há comparação com a realidade brasileira. Não nos sentimos como se nós fôssemos os encarcerados, e os bandidos, os que são livres para fazerem o que bem quiserem.

Não vou nunca esquecer: minha filha caçula, com 12 anos na época, chegou um dia em casa depois do colégio e disse que ia andar de bicicleta. Saiu pelas ruas (entenda-se: calçadas), ouvindo música no celular. Em mais ou menos 30 minutos abriu a porta de casa. Quando olhei para seu rosto, vi um sorriso de ponta-a-ponta, e o comentário:

– Como é bom, né, mãe, poder sair na rua sem se preocupar com os ladrões?!!

 

#5 – As Estações do Ano


Inverno

Nós morávamos em Fortaleza, portanto, só tínhamos uma estação durante o ano inteiro. Inverno por lá é sinônimo de chuva.

Eu, pessoalmente, amo calor. Mas ao vir para cá, sabíamos que teríamos as 4 estações do ano mais definidas.

O inverno é o maior desafio para mim, pelo frio. Mas basta se agasalhar bem ao sair de casa. Lembre-se que em países que têm inverno mais rigoroso, casas, escritórios, e outros estabelecimentos têm aquecimento interno.

Carros também, e em alguns você pode ligar por controle remoto. Assim, quando você entra, já está quentinho!

Nessa época do ano, eu pessoalmente gosto da lareira, das roupas mais elegantes 😉 e das brincadeiras na neve (apesar de nevar pouco por aqui). Procuro curtir ao máximo, não me deixar abater pelas noites mais longas e pela menor oferta de sol.

Em pouco tempo a primavera chega, preenchendo nossos olhos com suas cores e encantos.

 

#6 – Bullying


Bullying nos Estados Unidos é uma realidade incontestável.

Mas não é algo recente (talvez o nome para nós seja), e nem é restrito aos EUA. Esta prática é muito cruel, é verdade, mas existe nos quatro cantos do mundo.

Então, ao pensarmos na adaptação de nossos filhos pensamos, sim, na possibilidade de isto acontecer com eles. Mas vimos que até no Brasil, seu país de origem, estariam expostos a crianças / adolescentes que acabam descontando seus problemas emocionais nos menores, nos mais inseguros ou nos “diferentes”.

Nossa experiência aqui nos mostrou que muito mais do que criar uma barreira, o fato de serem estrangeiros atrai a curiosidade de muitos. No bom sentido.

Há quem pense em colocar os filhos em escolas particulares, para minimizar este problema. Mas tem que se lembrar que elas são muito mais caras e que bullying pode acontecer em qualquer lugar.

Nós optamos por escolas públicas. Pesquisamos muito antes de definir onde iriam estudar (aqui elas estão atreladas à região em que você mora – assunto para um outro Post!) e conseguimos excelentes estruturas e níveis de ensino.

Posso dizer, com tranquilidade, que eles nunca sofreram qualquer problema deste tipo.

Pelo contrário, houve uma menina, que nem conhecia minha filha, e aprendeu frases em português para falar com ela. Outra trouxe uma caixinha de cookies de presente com um bilhetinho se colocando à disposição.

Mas caso tivesse acontecido algum episódio de preconceito ou maus tratos, teríamos a quem recorrer.

Aqui, como na maioria dos países desenvolvidos, há uma estrutura montada para alunos ESOL (aqueles que originalmente falam outras linguas que não o inglês), além do(a) counselor [conselheiro(a)]. Qualquer problema deste tipo, levaria correndo para eles e, tenho certeza, providências seriam tomadas.

Por falar em ESOL…

 

#7 – Um (ou Dois) Idiomas a Mais


Eu já havia morado aqui nos EUA antes, quando solteira, mas não lembrava do espanhol ser tão comum, tão disseminado. Influência do aumento da população de origem hispânica, como dizem por aqui.

Uma imensa vantagem que vimos para nossos filhos, foi a possibilidade de passarem a ter fluência, não só no inglês, mas no espanhol também. As escolas oferecem aulas, e dependendo de onde se mora, os próprios amigos internacionais são ótimos “professores de conversação”.

Se pensarmos em termos de currículo ou de facilidade de comunicação futura, em outros países / comunidades, este é um fator super positivo.

Okay, mas afinal de contas…

#8 – Vai ser bom para todos?


Como família, temos que pensar em todos, não é?! E no momento de tomar esta decisão não foi diferente. Nós, como pais, pensamos em cada um, individualmente, sua personalidade, necessidades, potencialidades e tentamos imaginar qual seria o impacto da mudança.

Por exemplo: um mais tímido teria que – fatalmente – se soltar para se fazer entender no colégio. Caso contrário poderia não encontrar o banheiro ou a cantina…

A necessidade tem uma capacidade incrível de transformações antes inimagináveis!

Uma pequena nota: quando digo “bom para todos”, claro que não estou querendo dizer “perfeito”. Isto não existe, pois sempre há perdas. Invariavelmente a gente tem que abrir mão de alguma coisa… Para mim, PERFEITO seria morar aqui, podendo trazer toda a nossa família e amigos para morarem por perto.

Bom, ao concluirmos que seria uma ótima oportunidade para todos, envolvemos os filhos na tomada de decisão.

 

#9 – Estamos TODOS de acordo?


Fizemos uma reunião com todos e explicamos o que estava acontecendo, as consequências que vislumbrávamos (positivas e negativas) e pedimos a opinião de cada um deles.

Interessante ver como crianças sabem quando um assunto é sério e dão a devida atenção e valor. Ponderações de que ficaríamos mais distantes dos avós, tios, primos e amigos foram feitas para, em seguida, serem lembrados da tecnologia atual (FaceTime, Whatsapp etc) e possíveis viagens à passeio no Brasil.

No final, TODOS concordamos que tratava-se de uma excelente oportunidade para a família. E cada um ficou com a certeza de ter participado da tomada de decisão.

Então, onde eu estava com a cabeça ao decidir mudar para os EUA?

Estava na segurança, na fluência em mais um ou dois idiomas, no crescimento das habilidades sociais, na conscientização da importância do coletivo sobre o individual, no sair da zona de conforto, conhecer novas pessoas e cultura.

E, graças a DEUS, foi uma das melhores decisões que tomamos. Nossa vida por aqui tem superado qualquer expectativa.

É claro que esta é a minha experiência e nem todo mundo se dá bem aqui. Minha sugestão é que, se você tem a oportunidade de mudar do Brasil, pense com calma, e tomada a decisão, aposte todas as suas fichas nela.

Qualquer mudança pode dar certo ou errado. Acredito que pelo menos 80% do resultado dependa de você, das suas ações e da sua postura diante do que acontecer.

P.S.: Nós tivemos um ingrediente a mais, que fez toda a diferença! Se você também tem fé, aproveite para pedir que Ele lhe ilumine e vá abrindo os seus caminhos. Nós fizemos isso, com verdadeira entrega nas mãos de Deus, desde o DAY 1, e temos certeza de que foi Ele que nos trouxe até aqui.

 

E você? Está pensando em mudar do Brasil, mas ainda não conseguiu tomar uma decisão? O que está lhe afligindo? Conta pra mim nos Comentários, assim poderei lhe ajudar.

Se você já decidiu pela mudança, estas postagens podem lhe interessar, se estiver precisando dar uma reforçada no inglês, se quiser dicas de como mobiliar a casa nova nos EUA, e se tiver procurando uma atividade para fazer de casa (enquanto dá o suporte necessário aos filhos), ganhando em dólares. <= Basta clicar nos links.

Eu fico por aqui, na torcida de que minha experiência tenha ajudado alguém.

Se não for o seu caso, talvez tenha um amigo, parente ou conhecido nesta situação. Então peço que compartilhe este Post com eles. Quem sabe não os ajudamos?!

Desde já, meu muito obrigada.

Abraços!

Eliane Lima

12 Comments

  1. Muito bom, Lili! Realmente, a decisão não deve ser fácil, tem aquela sensação de responsabilidade de tirar a família da zona de conforto e jogar na fogueira… o que pode ser muito bom, dependendo, principalmente, da postura daqueles que vão. Obrigada por compartilhar sua experiência, adorei!

    • Obrigada pela visita ao site e pelo comentário.
      Imaginei que se nós viemos e deu certo, por que não ajudar outros a tomarem a decisão?
      Fico feliz que tenha gostado!

  2. Quando estive ai de Dezembro de 1995 aNovembro de 1996, confesso que achei o lugar ideal para se morar. Porque? Educacao, Saude,Segurança sem comentario. Voltei porque sotinha ai uma prima. Meus filhos todos aque. Bateu a saudede, voltei. Mas quem tiver corage para trabalhar e sabe o que e direito e deveres e um ou mais idioma, creio que sera bem recebido.

    • Oi, Ana!
      Que legal que você teve a experiência de morar aqui. Quando a saudade dos filhos aperta, fica difícil aguentar mesmo.
      Você falou algo que concordo plenamente: quem tem disposição para o trabalho e faz as coisas dentro da lei, é bem recebido por aqui.
      E você, pensa em voltar para cá?
      Tudo de bom.

  3. Olá Eliane,
    Eu adorei o seu artigo e vou continuar te acompanhando.
    Te desejo toda a felicidade do mundo e muita boa sorte na jornada de toda a família.
    Bjs carinhosos em todos,

    • Oi, Adrianinha!
      Fico super feliz que tenha gostado e que vá ficar acompanhando.
      Energia boa assim é tudo de bom! Obrigada e beijos!

  4. Lili, adorei seu post…muito bem escrito e detalhado. Fico feliz que essa mudança superou as expectativas. Como você bem falou, através da sua fé, vocês embarcaram nessa grande “viagem” e, com a graça de Deus, estâo alcançando o que a maioria das pessoas almejam: a felicidade! Parabéns pela coragem e determinação. Feliz vida a todos vocês! Com carinho, Manu

    • Manu, querida! Que alegria receber sua visita aqui!
      Obrigada pelo comentário. Fico muito feliz que tenha gostado.
      Qualquer sugestão de outros assuntos ou aspectos a serem abordados, serão muito bem recebidos, ainda mais de uma pessoa com tanta experiência nesta área! 🙂
      Tudo de bom, sempre.
      Beijo carinhoso!

  5. Olá!!! Adorei!!! Super útil para quem pensa em mudar ou para quem acabou de mudar!!! Assuntos super interessantes e de leitura fácil!!! Vou continuar acompanhando! Um bjão

  6. Adorei seu post, muito bem escrito!
    Meu marido tem o sonho desde a adolescência de morar nos EUA e eu tambem tinha ate ter filhos…eles sao pequenos ainda e so de imaginar cria-los longe da minha mae ja me da um no na garganta!
    Como meu marido trabalha com Tecnologia e tem certificações internacionais ele acredita q nao seria tao dificil conseguir ir pra América e nao quero ser o empecilho do sonho dele por medo de cortar meu cordão umbilical rsrs Sonhamos com isso por querer seguranca e oportunidades melhores pras crianças…
    Estou pesquisando relatos pela internet e continuarei te acompanhando por aqui 😘

    • Oi, Elaine, muito obrigada pelo comentário.
      Fico muito feliz que tenha gostado!
      Não por acaso, segurança e futuro das crianças são alguns dos fatores que mais pesam numa decisão como esta.
      A vida aqui é mesmo diferenciada.
      E as crianças são, quase sempre, as primeiras a se adaptarem.
      Desejo toda a sorte para vocês e, por favor, avise-me se houver algum assunto de interesse especial. Quem sabe eu não desenvolvo um Post a respeito?;)
      Abraços!

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